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Canguçu, Rio Grande do Sul, Brazil
Teólogo e jornalista. Casado com a Elisângela; pai do Filipe Daniel e do Victor Miguel. Gremista.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cloaca News: YEDA CRUSIUS INAUGURA PEDAÇO DE PAU FOSSILIZADO

Cloaca News: YEDA CRUSIUS INAUGURA PEDAÇO DE PAU FOSSILIZADO: ". No bruxulear de sua despirocada temporada como governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius resolveu deixar como legado, além ..."

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um pouco de poesia...


Quando andava de trem, nas idas e vindas da Ulbra, volta e meia tropeçava em poemas. Alguns muito bem escritos.
Eis um que valeu a pena anotar:

O Último Ato

Prisioneira no cárcere dos insanos,
ela encena sua vida pela rua,
maltrapilha, envolta em poucos panos,
faz mesuras às estrelas e a lua.

Busca a vida, pela morte carcomida,
seu decurso vital se vai, fenece,
a soberba, no entanto, burla o termo,
desse resto de vida que perece.

E, com pose de rainha, em seu delírio
se descobre das vestes e da vida,
e dança e canta alegremente
seu canto fugaz de despedida.


Maria Teresinha Durfa Silva

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Frase do dia...

"A riqueza me faz lembrar o estrume no campo. Quando fica em uma pilha grande provoca mau cheiro. Mas quando está distribuído por todo o campo, torna o solo fértil."
Leon Tolstoi

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Frase do dia...

"A vida é um show, e por trás de um ator ou atriz que falha, há sempre uma pessoa machucada nos bastidores."
Augusto Cury, em O Vendedor de Sonhos - a revolta dos anônimos, p. 47.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vale o quanto pesa...


Desejo

Desejo primeiro que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco
e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal,
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar, sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem, tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher, tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a te desejar ".

Victor Hugo – romancista francês

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Imagem e mensagem do dia II

Imagem e mensagem do dia...


"... Muteba Kidiaba; Joel Kimwaki, Kiritcho Kasusula, Miala Nkulukuta, Amia Ekanga; Kazembe Mihayo, Mbenza Bedi, Dioko Kaluyituka, Mukok Kanda; Given Singuluma e Mulota Kabangu..."

domingo, 12 de dezembro de 2010

É necessário desembrulhar o presente...

Presentes geralmente vem embrulhados. Na loja, a pergunta clássica: "É pra presente? Então a gente embrulha."

Algumas vezes o embrulho serve como enfeite, outras vezes para proteger o conteúdo. Ainda outras vezes o embrulho serve para 'testar' o presenteado. É quando o tamanho ou a forma do embrulho não tem nada a ver com o conteúdo. Nos chás de panela, de fralda, de... enfim. Sempre sai alguém todo pintado porque não reconheceu o conteúdo do presente.

Época de Natal é época bem sugestiva para presentes. Arrisco dizer que Natal é presente. É a lembrança do dia em que Deus presenteou o mundo. Presente embrulhado. Presente que surpreendeu muitos. Que decepcionou outros tantos. Mas que alegrou multidões até hoje.

- "Será motivo de grande alegria para todo o povo", afirmaram os anjos.

Presente que veio com detalhes tão rústicos na entrega: recenseamento; viagem tumultuada... falta de lugar nos hotéis... curral... coxo. E não pára por aí. Tem ainda os cuidadores de ovelhas recebendo visita de anjos... astrônomos percebendo nos livros antigos que uma promessa tinha sido cumprida... e a parte pior: crianças mortas porque alguém queria evitar que o presente vivesse.

É necessário desembrulhar o presente. O embrulho serve para algumas coisas, mas o essencial é o conteúdo. É difícil alguém dar um presente onde o importante é o embrulho. Seria no mínimo estranho. Deus não é estranho. Deus gosta de dar presentes. O do primeiro Natal foi o maior de todos. Veio embrulhado de forma estranha. Mas o conteúdo não é estranho.

É necessário desembrulhar o presente. Infelizmente o ser humano é especialista em embrulhos. É especialista em embrulhar as coisas. Quando após uns trinta anos, Jesus publicamente se revela como o grande presente de Deus ao mundo, muitos disseram não.

- "Preferimos o embrulho. Preferimos o milagreiro. Preferimos o homem que conta bonitas histórias com uma moral interessante. Preferimos o carpinteiro famoso pelas boas palestras públicas... Ainda mais se tiver pão e peixe de graça de vez em quando."

E quando Jesus começa a falar em morte e ressurreição; em pecado e a necessidade de perdão. Aí então não dá. Definitivamente embrulhou de vez.

- "Não te conhecemos mais Jesus! Larga a mão de ser doido! Queremos um líder popular para a revolta contra os romanos."

- "Meu reino não é deste mundo. É necessário que o Filho do Homem sofra numa cruz."

Então resolvem que este lunático precisa ser eliminado, porque não era quem se esperava que fosse. Era falso. Não correspondia às expectativas. E a história que começou com embrulhos de humildade e simplicidade agora tem seus momentos mais fortes cobertos de sangue. Sangue do presente de Deus. A humanidade fez o presente de Deus sangrar e morrer sufocado numa vergonhosa cruz. E muitos não viram o presente, apenas o embrulho.

É necessário desembrulhar o presente. Deus desembrulha seu presente e o coloca na sala onde estão os discípulos, dois dias depois do escândalo da cruz, domingo à tarde. É o presente vivo, que as mulheres queriam perfumar na sepultura. O presente de Deus não fica na sepultura. O presente de Deus para o mundo se deixa tocar, come uns pães e peixes com os ainda admirados seguidores. Centenas de pessoas viram ele. Muitos ouviram ele dizer que voltaria para o Pai, mas não deixaria mais o mundo sozinho. O presente de Deus não foi provisório. Foi definitivo. Jesus sobe, mas garante: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos."

É necessário desembrulhar o presente. Aquele do primeiro natal, que veio embrulhado em tanta simplicidade que muitos não o reconheceram. Aquele que se revelou, mas muitos não admitiram a necessidade deste tipo de presente, e preferiram continuar com os embrulhos.

É necessário desembrulhar o presente que Deus oferece não só, mas de modo especial na festa de natal, e que, infelizmente continua embrulhado em tantos novos embrulhos de cores comerciais, de aparências, de excessos, enfim... afinal o ser humano é especialista em embrulhos.

É necessário desembrulhar o presente para que ele mostre seu valor. Para que ele faça o que lhe é próprio fazer, ou seja, desembrulhar nossa vida, nossas atitudes e, o melhor de tudo: desembrulhar nosso coração do pecado que o cobre e o esconde de Deus.

É necessário desembrulhar o presente. E então curtir o presente que se renova a cada novo dia. Não só nos dias festivos do natal e ano novo, mas a cada novo amanhecer. Deus nos presenteia pelo 'correio', que é a Palavra e , de modo muito especial, no Batismo e na Santa Ceia.

Um dia Deus manifestará completamente seus presentes. Não mandará mais pelo 'correio', mas compartilhará o que tem de melhor com todos os que aceitaram e desembrulharam o maior presente, do primeiro Natal.

Arnildo Münchow.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Simplicidade e Permanência...


A sociedade atual e, talvez desde sempre, carrega como uma de suas características a tendência à mudança, ao avanço. Isto, em termos gerais significa dizer que o movimento é do simples ao mais complexo, mais elaborado, mais isto ou mais aquilo outro. As coisas simples cheiram a coisas ultrapassadas.
Num artigo da revista Ultimato, edição 327 - nov/dez 2010, o pastor Ricardo Barbosa de Souza propõe o que para muitos seria um chamado ao atraso, à caretice e por aí vai.
O autor convida exatamente aqueles que mais estão inclinados ao novo, ao diferente, ou seja, aos jovens, a pensarem sobre a importância da simplicidade e da permanência. Em termos bem práticos o autor convida à uma vida simples e a permanecer no mesmo. Careta? Conservador? Vamos ver. Eis alguns recortes do texto:

 
..."De vez em quando gosto de reler "Cartas de um Diabo a seu Aprendiz", de C. S. Lewis. Sua habilidade em perscrutar os labirintos da tentação me impressionam. Ele nos ajuda a reconhecer nossa enorme ingenuidade e a profunda sagacidade do inimigo.
Em uma dessas cartas, o Diabo reconhece que o verdadeiro problema dos cristãos é que eles são 'simplesmente' cristãos. O laço que os une é a vida comum que eles têm em Cristo. Ele então aconselha seu sobrinho: "O que nós desejamos, se não houver mesmo jeito e os homens tiverem de tornar-se cristãos, é mantê-los num estado de espírito que eu chamo de cristianismo e alguma outra coisa [...]. Substitua a fé em si por alguma moda com colorido cristão. Faça com que tenham horror da 'mesma coisa de sempre".
A 'mesma coisa de sempre' nos deixa entediados. Ser 'simplesmente' cristão, para muitos, não é suficiente. Precisamos de coisas novas. Sempre. Modelos novos de igreja, um jeito diferente de cantar, formas inovadoras de culto, estratégias sofisticadas de crescimento, e por aí vai. Somos movidos pelas novidades, não pela profundidade. Nosso interesse está na variedade, não na densidade.
O Diabo, na carta ao seu sobrinho aprendiz, diz: 'O horror pela mesma coisa de sempre é uma das mais preciosas paixões que incutimos no coração humano -- uma fonte infinita de conselhos estúpidos, de infidelidade conjugal e de inconstâncias na amizade'. A lista poderia se estender, mas o que se encontra por trás desse 'horror pela mesma coisa de sempre' é a grande atração pelo novo seguida de uma profunda distração pelo essencial. O que a novidade faz é direcionar nossa atenção para outras preocupações, dando mais valor aos meios e não aos fins.
Não importa o quanto nossas igrejas e ministérios sejam sofisticados. Não importa o volume de novidades e tecnologias que oferecemos. Se no final não encontrarmos as mesmas coisas de sempre, significa que nos perdemos com o meio e não alcançamos o fim.
Existem dois aspectos que considero fundamentais na experiência espiritual cristã: simplicidade e permanência. Quando perguntaram para Jesus como o reino de Deus viria, ele respondeu afirmando o seu caráter discreto. Não viria com grande estardalhaço. Se estabeleceria dentro daqueles que o confessam como Senhor e Rei. Jesus apresenta um evangelho que transforma de dentro para fora. O que o vaso contém é infinitamente maior e mais valioso que o vaso. Ele cresce como uma pequena semente de mostarda. A simplicidade está na natureza própria do evangelho.
Permanecer é mais do que conhecer. É manter-se em constante e dinâmico relacionamento. As novidades não transformam o caráter; a permanência, sim."...

 
Muito oportuna a reflexão em tempos de inovação constante e numa velocidade cada vez maior. O que hoje está atual, amanhã perdeu sua utilidade. Num mundo dos descartáveis e substituíveis, o recado é muito atual e mais ainda, é fundamental para a vida e os propósitos da igreja cristã.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Gotas de realidade...

"Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de
 um galinheiro e o levaram para a delegacia.
 - Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando
 galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar.
 Vai para a cadeia!
 - Não era para mim não. Era para vender.
 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência
 desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
 - Mas eu vendia mais caro.
 - Mais caro?
 - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro
 eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do
 galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas
 botavam ovos marrons.
 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
 - Os ovos das minhas eu pintava.
 - Que grande pilantra... (Mas já havia um certo
 respeito no tom do delegado)  Ainda bem que tu vai
 preso. Se o dono do galinheiro te pega...
 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me
 comprometi a não espalhar mais boato sobre as
 galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os
 preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus.
 Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no
 nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso,
 um ovigopólio.
 - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
 - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no
 tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou
três ministros. Consegui exclusividade no
 suprimento de galinhas e ovos para programas de
 alimentação do governo e superfaturo os preços.
 O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso
 e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não
 queria uma almofada. Depois perguntou:
 - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o
senhor não está milionário?
 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de
 Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
 - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
 - Às vezes. Sabe como é...
 - Não sei não, excelência. Me explique.
 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta
 de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de
 perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência
 do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente
 um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso,
 finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
 - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
 - Sim. Mas é primário, e com esses antecedentes..."
 
 Luis Fernando Veríssimo

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um dia para ficar na história...

Numa tarde de sábado... 26 de novembro de 2005. Poderia ser como qualquer outra... mas foi diferente.

Talvez o 'payador' diria algo assim sobre o acontecido:
...
Valente galo de briga,
- guasca vestido de penas!
Quando arrastas as chilenas
No tambor de um rinhedeiro,
No teu ímpeto guerreiro
Vejo um gaúcho avançando
Ensanguentado, peleando,
No calor do entrevero!

Pois assim como tu lutas
Frente a frente, peito nu,
Lutou também o xiru
Na conquista deste chão...
E como tu - sem paixão
Em silêncio - ferro a ferro,
Caía sem dar um berro
De lança firme na mão!
(Galo de rinha in BRAUN, Jaime Caetano. 50 anos de Poesia. Antologia poética. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1996. p. 73)

Dá-lhe imortal tricolor!!!



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dica de leitura...


A Imitação de Cristo – a centralidade da cruz na luta contra a carne.
- KEMPIS, Thomas à. Trad. Hope Gordon Silva. Shedd Publicações – 1ª Ed. 2001, Santo Amaro, SP.

Um dos livros mais lidos nos últimos 500 anos. Este devocionário cristão foi impresso pela primeira vez em Augsburgo, no ano de 1486. O autor nasceu em Kempen, vila alemã da Prússia do Reno, em 1380. Esta obra traz verdadeiras pérolas, tiradas da Sagrada Escritura. Que tal esta: Jo. 14 6 – "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Sem o caminho, não há ida; sem a verdade, não há saber; sem a vida, não há viver"?

Eis um recorte, da página 29, do referido acima:

..."Faz-nos bem ter, por vezes, algum cansaço e cruzes, porque muitas vezes estes remetem a pessoa a seu próprio coração, para que ela saiba que está aqui em exílio e que não é permitido colocar sua confiança em nenhuma coisa mundana. É bom que, às vezes, suportemos ser contestados e que as pessoas pensem mal de nós; e isso, embora façamos e pretendamos o bem. Essas coisas ajudam muitas vezes a levar-nos à humildade e nos preservam da ostentação, pois buscamos a Deus mais para testemunha interior, quando exteriormente somos condenados pelas pessoas, e quando nada de bom pensam a nosso respeito.
O ser humano, pois, deve se estabelecer tão plenamente em Deus, que não precise buscar muitos consolos da parte das outras pessoas.
Quando um homem de boa vontade é afligido, tentado ou inquietado com pensamentos maus, então ele entende melhor a grande necessidade que tem de Deus, sem o qual ele percebe que nada pode fazer de bom.
É aí, também, que ele se entristece, lamenta e ora, por motivo das misérias que está sofrendo. Nessa altura, ele está cansado de continuar a viver e desejaria que a morte viesse, para que pudesse estar com Cristo. Ao mesmo tempo, percebe com clareza que perfeita segurança e plena paz não podem existir neste mundo."...

Esta é uma das lições mais difíceis para o ser humano. Perceber na aflição, nos dissabores da vida, inclusive nos grandes fracassos, a mão pedagógica de Deus nos chamando ao reconhecimento de que nada somos, nada merecemos e nada temos a exigir dele. Deus não nos deve nada. As bênçãos do dia-a-dia são 'extras' de sua misericórdia. O ser humano merece só sofrimento e maldição por causa de sua condição de pecado. Esta constatação é dura aos ouvidos de muitos. Mas é fundamental para a compreensão, aceitação e bom uso dos 'extras' com os quais Deus, além de nos dar o principal, a fé e a garantia da vida eterna, ainda nos agracia neste mundo. Que bom que Deus usa o megafone do sofrimento, porque o reconhecimento, a conversão do coração dificilmente se dão num sofá macio da 'boa vida'; mas geralmente no madeiro duro e rústico da cruz do sofrimento.

Até a próxima.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Prepare o estômago...

Veja os novos requisitos para ter um carro: ler muitos livros, morar em lugar amplo e ter um casamento feliz. Ah, e não ter um 'governo espúrio'. Tudo isso na cabeça desse doce, chamado Luiz Carlos Prates. Tome um antiácido e enfrente mais uma do jornaliXo da RBS barriga verde. Pra quem gosta de ódio, preconceito e ressentimento, eis o prato do dia. E viva a 'libertinagem' de imprensa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pra pensar um pouco...

Cuidando do que Deus nos emprestou...

O que nos diferencia dos bichos é a capacidade de pensar, planejar e decidir coisas para o presente e o futuro. E por Deus ter dado essa capacidade e essa liberdade pra nós, é que se torna muito importante pensar sobre como estamos cuidando das coisas que Deus nos 'emprestou'. Nisso podemos incluir o tempo, as pessoas à nossa volta, os bens (dinheiro) e principalmente a Palavra da Salvação que Deus coloca à nossa disposição com tanto carinho.

Muitas pessoas pensam que são donas das coisas citadas acima. Dizem com toda confiança que tudo o que tem na vida é resultado de seu esforço, de sua inteligência e méritos. Quando alguém pensa desta forma corre muito mais risco de se agarrar demais nas coisas que pensa ter conquistado por força própria, deixando o verdadeiro dono, Deus, de fora. Infelizes são as pessoas que só pensam nas coisas desta vida, afirma a bíblia.

Por não querer que sejamos pessoas infelizes, Deus nos dá dicas e orientações de como lidar com as coisas que temos. Aí vão algumas dicas muito importantes:

- não pense que terá sempre junto de si as pessoas queridas que hoje tens. Portanto ama, cuida e tira tempo para estas pessoas.

– não pense que o dinheiro ou bens materiais vão sempre ser um motivo de felicidade. Eles podem até te levar a afastar-se de Deus. Portanto tenha sempre a noção de que os bens são um presente emprestado para usarmos com sabedoria.

- planeje seu horário semanal para também incluir momentos de contato com a Palavra de Deus. Ele te dá 24h por dia, sete dias por semana. Tenha noção de que o tempo passa, e não sabemos o dia de amanhã. Não espere demais para pedir e oferecer perdão; para conversar com Deus em oração; para curtir mais de perto sua relação com o Salvador Jesus através da igreja.

Deus não quer que a gente seja infeliz. Por isso quer nos ensinar a usar bem os presentes que nos deu. E mesmo quando alguns planos não dão certo pra nós, saiba que Deus enxerga mais longe. Ele, às vezes, até mesmo nos tira algumas coisas para nos dar outras melhores, ou para nos poupar de sofrimentos piores.

Viva sua vida desfrutando dos bens, sem esquecer o Bem Maior, que é a salvação pela fé em Jesus. Pense antes de agir, pense no que de fato é mais importante na sua vida. Seja sábio, seja humilde em reconhecer que dependes completamente de teu criador.

Lutero foi um dos tantos cristãos que colocaram sua vida nas mãos de Deus. Vejam algumas frases de Lutero:

Deus é Castelo Forte e Bom...

"Hoje tenho muito a fazer, portanto hoje vou precisar orar muito.
Assim como o sapateiro faz sapatos e o alfaiate faz roupas, assim o cristão faz orações. O ofício do cristão é orar.

A Palavra bem pode existir sem a Igreja, mas a Igreja não existe sem a Palavra.

Eterno Deus, tudo o que sou, sei, posso e consigo, é tua criação.

Nada possuo perante ti de que me possa gloriar, a não ser que tu sejas o meu Criador.

Senhor Jesus Cristo, tu és minha justiça, eu sou teu pecado.

Tu tomaste sobre ti o que é meu e me deste o que é teu. Por esta troca te agradeço e te louvo.

Vivemos rodeados da benção de Deus, e não nos damos conta disso.

Jesus conosco está. Seu Reino é nossa herança!"

De volta...

Após um período de silêncio... aqui estou... espero, agora atualizando com mais frequencia, sempre trazendo alguns recortes do cotidiano...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Lutero fala...

Salmo 118. 1 – 14.

O Senhor é a minha força e o meu cântico, porque ele me salvou. (v. 14)

Em nada devemos pôr nossa confiança exceto no Senhor, que será nossa força e vai operar tudo em nós. Por isso devemos louvá-lo e agradecer-lhe, para que somente ele seja nosso cântico. Assim certamente seremos abençoados nele. Disso se conclui que esse Senhor é Jesus Cristo, verdadeiro Deus, gerado do Pai na eternidade, e também verdadeiro homem, nascido de Maria na plenitude do tempo, porque nesse salmo ele é louvado como nossa força e poder, nosso cântico e salvação.

Cristo somente pode ser nossa força no momento em que nós não tivermos força nenhuma em nós mesmos e formos crucificados através de toda sorte de sofrimentos. Neste momento ele também se torna nosso salmo, hino e cântico. Segue-se então a vitória e a salvação para a vida eterna.

Êxodo 20. 1 – 6.

Eu sou o Senhor teu Deus. (v. 2)

Isto é: Você deve considerar somente a mim como Deus. Qual o significado disso e como se deve entendê-lo? Que significa ter um Deus, ou, o que é Deus? Resposta: Deus é aquilo de que a gente deve esperar todo bem e em que nos devemos refugiar em todas as necessidades. Portanto, ter um Deus outra coisa não é senão confiar e crer nele de coração.

É como tenho dito repetidas vezes: Apenas confiar e crer do coração faz tanto Deus como o ídolo. Se a fé e a confiança forem verdadeiras, também o seu Deus será verdadeiro. Por outro lado, onde a confiança é falsa e errônea, aí também não se tem o Deus verdadeiro. Pois estes dois, fé e Deus, não podem ser separados. Pois aquilo a que você se apega e naquilo em que seu coração confia, isso, digo, é propriamente seu Deus.

Por isso, o sentido desse mandamento é exigir fé verdadeira e confiança de coração, que se dirigem ao verdadeiro e único Deus e se apegam unicamente a ele. É como se Deus dissesse: Tome cuidado no sentido de apenas eu ser o seu Deus e não procure nenhum outro. Isto significa: Se lhe falta alguma coisa, espere-a de mim e procure-a junto a mim; se está sofrendo desgraça e aflição, venha para junto de mim e apegue-se a mim. Eu, eu quero dar-lhe e suficiente e livrá-lo de todo aperto, desde que seu coração não se apegue a nenhum outro, nem descanse em outro qualquer.

Devocionário Castelo Forte 1983 – 3 de janeiro.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lutero fala...

Salmo 71.

Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. (v. 6)

Antes que existisse, vivesse, me movesse e pudesse fazer qualquer coisa, tu, Senhor, velavas sobre mim no ventre materno; tomavas conta de mim misericordiosamente, como criatura tua, e me sustentavas de modo maravilhoso. Quanto mais o fazes, fiel Guardador dos homens, agora que sou pessoa, nasci ao mundo, descanso, trabalho, e te conheço por meio de tua palavra, mesmo que a aparência fosse outra e que meu velho Adão, preso a meu pescoço até a cova, sinta o contrário.

Como quer que pareçam as coisas e eu as sinta, nada disso me importa e não me deixo enganar.

Prendo-me a tua palavra que me afirma que tu és meu Deus desde o ventre materno. Isso não me ilude nem falha; nisso confio, e através disso desperto em mim a fé e a fortaleço, fé essa que não se baseia nas coisas visíveis, próximas, mas nas invisíveis, e as guarda por meio da esperança em paciência. Louvado sejas, meu Deus e Senhor, em eternidade.

Romanos 14. 5 – 12.

Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e, se morremos, também é para o Senhor que morremos. Assim, tanto se vivemos como se morremos, somos do Senhor. (v. 8)

Sim, nós pertencemos ao Senhor. É nosso máximo consolo e alegria termos por Senhor aquele a quem o Pai confiou todo o poder no céu e na terra, entregando tudo em suas mãos. Quem, então, poderá prejudicar-nos? Por mais furioso que esteja o diabo, das mãos do Senhor, porém não nos arrancará.

Além disso, nós, os que cremos em Jesus Cristo, nosso Senhor, e vivemos sob sua proteção, somos igualmente senhores, por meio e em Jesus Cristo – senhores sobre o diabo, o pecado e a morte. Pois Cristo tornou-se homem por nossa causa (para dar-nos esse poder), orou por nós ao Pai e amou-nos de tal maneira, que tornou-se maldição em nosso lugar. Ele próprio entregou-se por nós, com seu sangue pagou resgate por nós, e nos lavou e purificou dos pecados.

Além disso, também nos deu a garantia de nossa herança e salvação, enviando a nossos corações o Espírito Santo, fez-nos reis e sacerdotes perante Deus, em resumo – fez de nós filhos e herdeiros de Deus e seus co-herdeiros. Isso é certamente verdade. Ó Senhor, fortalece-nos a fé, para que jamais duvidemos disso.

Devocionário Castelo Forte 1983 – 2 de janeiro.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lutero fala...

2 Samuel 22. 1 – 7.

O meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte e o meu refúgio. (v. 3)

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, criador do céu e da terra. Não deposito minha confiança em homem nenhum deste mundo, nem em mim mesmo, tampouco em minha força, capacidade, bens piedade ou qualquer outra coisa que eu possua. Não confio em criatura nenhuma, quer no céu, quer na terra.

Considero e confio tão somente no Deus único, invisível, incompreensível, que fez os céus e a terra, e que está acima de todas as criaturas. Também não me assusta a maldade do diabo e sua companhia, pois meu Deus está acima de todos eles.

Creio em Deus, mesmo que todos me abandonem ou persigam. Continuarei crendo, mesmo que eu seja pobre, tolo, ignorante e desprezado e careça de tudo.

Eu creio, mesmo sendo pecador. Pois esta minha fé deve e precisa estar acima de tudo que é e que não é, acima de pecado e virtude, e acima de tudo o mais, para que a fé se apegue única e exclusivamente a Deus, como insiste o primeiro mandamento.

Também não desejo nenhum sinal da parte de Deus, para colocá-lo à prova. Confio nele sempre, por mais que ele tarde, e não lhe determino o alvo, o tempo, a medida ou o meio, mas, em fé verdadeira e franca, deixo tudo entregue a sua vontade divina.

Uma vez que ele é todo-poderoso, qual a necessidade que ele não me poderá suprir? Já que ele é criador do céu e da terra e Senhor de tudo, quem poderá roubar-me ou causar-me dano?

Sim, como não poderiam todas as coisas cooperar para o meu bem, se tenho o favor daquele a quem estão sujeitas e obedecem todas as coisas?

Por ser ele Deus, é capaz e sabe fazer com que tudo coopere para o meu bem. Por ser ele Pai, quer fazer isso e realmente o faz de boa vontade. E porque não duvido, mas confio nele, certamente sou seu filho, servo e herdeiro eterno, e ser-me-á feito conforme a minha fé.

Devocionário Castelo Forte 1983 – 1 de janeiro.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

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Existem coisas que são difíceis de explicar. Uma delas é o sentimento que brota no coração de um pai diante de seu filhote... Penso que deve ser o que chamam de amor...

Poema para um ano de eleições...

 

I

Meu país!
Um país que crianças elimina
E não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina;
que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz

Onde os que têm razão passam a ser vis
E maltrata o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país.

II

Um país em que as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos,
Com 40 milhões de analfabetos
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez e nem direitos
Mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis
E o respaldo de um espírito comum,
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é, com certeza, o meu país.

III

Um país que seus índios discrimina
E a ciência e a arte não respeita;

Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina.

Um país onde a escola não ensina
E o hospital não dispõe de raios-X;
Onde o povo da fila só é feliz
Quando tem água da chuva
E luz do sol,
Pode ser o país do futebol
Mas não é, com certeza, o meu país.

IV

Um país que é doente não se cura.
Quer sempre ficar no terceiro mundo,
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura.
Um país que perdeu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Para melhor assaltar de ponta a ponta,
Pode ser um país de faz-de-conta
Mas não é, com certeza, o meu país.
V
Um país que perdeu a identidade,
Sepultou o idioma português,
Aprendeu a falar pornô e inglês
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade
De dizer o que pensa e o que diz,
Não é capaz de curar a cicatriz
Desse povo tão bom que vive mal
Pode ser o país do carnaval,
Mas não é, com certeza, o meu país!

O amor...

O amor pode perdoar todas as fraquezas e assim mesmo amar, a despeito delas, mas não pode deixar de querer que elas sejam eliminadas. O amor é mais sensível que o próprio ódio a cada imperfeição no ser amado... De todos os poderes, ele é o que perdoa mais, porém o que menos fecha os olhos: ele se satisfaz com pouco, mas exige tudo.

C. S. Lewis, em O problema do Sofrimento.

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