Quando andava de trem, nas idas e vindas da Ulbra, volta e meia tropeçava em poemas. Alguns muito bem escritos.
Eis um que valeu a pena anotar:
Prisioneira no cárcere dos insanos,
ela encena sua vida pela rua,
maltrapilha, envolta em poucos panos,
faz mesuras às estrelas e a lua.
Busca a vida, pela morte carcomida,
seu decurso vital se vai, fenece,
a soberba, no entanto, burla o termo,
desse resto de vida que perece.
E, com pose de rainha, em seu delírio
se descobre das vestes e da vida,
e dança e canta alegremente
seu canto fugaz de despedida.
Maria Teresinha Durfa Silva
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