Três gerações... o da direita é o mais sábio. Os outros dois... bom, eles são esforçadinhos.
- Arnildo Münchow
- Canguçu, Rio Grande do Sul, Brazil
- Teólogo e jornalista. Casado com a Elisângela; pai do Filipe Daniel e do Victor Miguel. Gremista.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Pra pensar...
"Fui salvo da penalidade do pecado, estou sendo salvo do poder do pecado e serei salvo da presença do pecado."
Elben César.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Pedido de socorro
Ó Deus, tem misericórdia de mim! Livra-me de qualquer processo consciente ou inconsciente de envaidecimento. Guarda-me da soberba oculta, tão escondida em alguma dobra de minha alma que eu mesmo não consigo enxergar. Protege-me da autoavaliação doentia, equivocada, mentirosa, danosa e desastrosa. Livra-me do assanhamento e da euforia (e também da depressão). Preciso da tua intervenção porque o problema é complicado e eu não sei nem consigo me vigiar sozinho. Concede-me a humildade de Jesus Cristo. Nem mais nem menos. Que a soberba não me domine. Então com a tua graça ficarei livre da grande transgressão. Amém!
Revista Ultimato - ed. 333 - nov/dez 2011, p. 27.
Mais uma do jornaLIXO da rbs...
Cloaca News: TARSO GENRO DÁ UMA PITOMBA NO QUENGO DA COLUNISTA-...: O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, enviou nota à colunista-abelha e editora de Política do tabloide venal Zero Hora , Rosane d...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Pensando alto...
(texto escrito numa das disciplinas do curso de jornalismo, lá por volta de 2008.)
Dois desconhecidos e nada mais.
Ele
quase não saía de casa nas poucas horas vagas que tinha. Do trabalho pra casa e
vice-versa. Morando a pouco mais de um ano na pequena cidade de Itabaquera, no
interior de Minas Gerais, Teodoro Afrânio não era o que podemos chamar de um
cara enturmado. Seu serviço era na sede dos correios. Serviço burocrático,
desses que a gente faz porque, bem, digamos que o salário é razoável e afinal
de contas, pra que melhor. Não tenho grandes planos mesmo. Assim pensava
Teobaldo Afrânio. Esperem. Eu disse Teobaldo! Não! Não é Teobaldo! É Teodoro.
Teodoro Afrânio é o nome dele. Isso ele nunca mais esqueceu depois que, a muito
custo, terem conseguido convencê-lo disso, e a mais custo ainda não ter rompido
relações com seu pai e sua mãe por esse fato.
Teodoro
Afrânio não simpatizava com seu nome. Teodoro Afrânio realmente não simpatizava
nem um pouco com seu nome. Sua função exigia que tivesse contato com vários
nomes em listas que lhe caíam nas mãos. Mas nenhum se aproximava ao absurdo de
TEODORO AFRÂNIO. O negócio foi apelar para um recurso bastante usado. O
apelido. Téo. Era assim que se chamava. Era assim que todos o conheciam e assim
deveria continuar sendo. Assim precisava continuar sendo. Os colegas de
trabalho, os poucos vizinhos com quem tinha algum contato, enfim, o círculo
social, que era reduzido, era ainda muito superior ao número de pessoas que
conheciam seu verdadeiro nome. E assim precisava continuar sendo.
A
vida, às vezes, prega umas peças engraçadas. E o pior aconteceu. Ou diríamos o
melhor aconteceu? Ainda não tirem suas conclusões. Mas o fato é que Téo, cujo
nome era, bem, não interessa tanto, o fato é que ele conheceu uma moça. Aliás,
uma bela moça, daquelas que aparecem sabe lá de onde e entram na nossa vida
pela porta da frente. O nome dela? Mari. Ao menos foi o que ela disse ao se
conhecerem no corredor do prédio dos correios naquela terça-feira a tarde. Mari
parecia apelido, pensou Téo. O nome talvez fosse Mariana, Marina... Martina,
como aquela colega do segundo grau que o fascinava pelo simples fato de
existir.
Eles
se conheceram melhor, conversaram, saíram juntos algumas vezes. Eram namorados,
como se diz. Mas um assunto não entrava em pauta. O nome completo, o nome verdadeiro. Téo
não tocava no assunto, com medo de ter que inventar algum nome que combinasse
com seu apelido. Por outro lado Mari nunca tencionara saber seu nome todo.
Melhor assim, porque no dia em que isso acontecesse seria o caos pensava, aos
calafrios, o nem tão jovem Téo.
Muitas
desgraças acontecem nessa vida, muita tristeza que poderia ser evitada se ao
menos se tentasse algo nesse sentido. Mas o que aconteceu com esses dois já
beira o ridículo se não fosse dramático. Com a vida a dois cada vez mais
transformada numa só e se encaminhando para os rumos do altar, eis que se
aproxima também o momento que Téo queria que não chegasse nunca. Revelar seu
nome completo. O estranho é que algo parecia sufocar sua querida Mari, cada vez
que o assunto beirava os detalhes do casamento, como dar entrada com os papéis
para o registro civil.
Muitos
detalhes da união dos dois já estavam alinhados. Lugar para morar, a festa e,
pasmem, o vestido de noiva já estava comprado. Era um vestido bonito, manequim
46, daqueles que embelezam até noiva não tão provida de dotes físicos, o que
não era o caso de Mari. Mas a vida prega cada peça na gente. Ou é a gente que
prega peças na vida? Não importa. O fato é que uma semana antes do casamento, sem
dar entrada nos papéis, no que estranhamente os dois haviam concordado, Téo e
Mari se encontram na praça onde costumavam sentar aos finais de tarde. Num tom
carregado de tristeza e com ares de que iriam sofrer por muito tempo, ambos
chegam a uma conclusão:
-
Vamos encerrar nossa história por aqui. Nada de casamento, foi o veredicto
final.
Nas
coisas que haviam comprado se poderia dar um jeito. Ambos levantaram e saíram
tristes e ao mesmo tempo com um estranho alívio na consciência. Como se
estivessem evitando uma tragédia maior do que aquela dor no coração.
Uma
semana depois, um anúncio no pequeno jornal de Itabaquera rasga o que ainda
havia sobrado inteiro no coração de Téo: “Vende-se um vestido de noiva,
manequim 46, sem uso. Tratar com Marinildes, isso mesmo, MARINILDES, pelo fone XX
XX68 4257.”
Era o número da Mari.
Arnildo Münchow
sábado, 14 de janeiro de 2012
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