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Canguçu, Rio Grande do Sul, Brazil
Teólogo e jornalista. Casado com a Elisângela; pai do Filipe Daniel e do Victor Miguel. Gremista.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quem diria que o Natal é tudo isso...


Proponho um exercício de imaginação. O que diria um ‘ET’ se circulasse pelas ruas de Canguçu e ouvisse meio dia de programação de rádio por estes dias?  E comparasse o visto e ouvido com o mesmo passeio realizado em, digamos, agosto? Quais diferenças ele notaria? Talvez luzes... enfeites multicores nas vitrines... promoções... frases de efeito do tipo: ‘Boas festas’; ‘muito amor e paz’; ‘que todos os seus sonhos se realizem’; ou a clássica: ‘Feliz Natal e próspero ano novo’. Se for pelos últimos dias antes das ‘festas’, sem dúvida filas, gente com penduricalhos debaixo do braço, etc... Ah, sem contar a figura meio estranha, vestida de vermelho, aspecto velho, sorriso constante que compõe a ornamentação de lojas e ambientes públicos, causando medo em algumas crianças e curiosidade em outras tantas.
Sendo um ‘ET’ de primeira viagem, que conclusão poderia tirar? Arrisco afirmar que a conclusão seria mais ou menos esta: - A época deste tal natal é a mais feliz do ano para os terráqueos. É a época onde, estranhamente o tempo é mais curto e todos andam apressados, o que provoca algum stress, mas tudo bem. É a época onde até desconhecidos trocam palavras afetuosas.
Época de natal é uma época diferente do calendário. Natal é época de contradições... muita festa, alegria e ‘boas festas’ pela lembrança de um evento simples, pobre, mal-cheiroso, cruel, aflito, com pequenos lampejos de alegria. Não era época de fim de ano... décimo terceiro ou férias. Não foram possíveis grandes preparativos por parte das pessoas. Na verdade o primeiro natal pegou muita gente desprevenida. (os personagens e o contexto da história...)
Deus invadiu o mundo de um jeito muito estranho. De um jeito meio sem graça.
O ambiente e contexto da história do nascimento não tem muito de cena de cinema. É claro que os enfeites posteriores da história ajudam a dar um ar mais romântico ao negócio. E a coisa virou negócio.
Natal não foi e nem é um evento mágico que pode transformar seres comuns, ou seja, egoístas, preconceituosos e cheios de conflitos, em seres melhores, ‘angelicais’.
No entanto a história, planejada e organizada por Deus no primeiro natal, está carregada de signos. Símbolos que remetem ao grande evento. Deus invade o mundo numa das maiores contradições da humanidade. É simplicidade demais para o tamanho do acontecimento.
O problema é que o ser humano adora os sinais, mas fica só neles. Não olha ao significado que, este sim, pode mudar a vida dos outros trezentos e poucos dias do ano.
O ser humano consegue transformar os coadjuvantes em atores principais. Não consegue discernir entre a moldura e o quadro. Ou seja, não percebe que as luzes do natal não são simples luzes, mas remetem à Luz do mundo; não percebe que os cuidadores de ovelhas, os estudiosos do oriente, os anjos, Maria e José, são coadjuvantes do ator principal – Jesus Cristo. A especialidade do ser humano é criar lendas, como transformar astrônomos em astrologia barata; pai e mãe emprestados em ‘santos’ ou ainda criar o papai-noel, que sequer figurou pelas bandas de Belém.
Muito oportuna a letra do hino cristão que afirma: “É preciso parar, é preciso lembrar, que Cristo veio para nos salvar.”
É necessário desembrulhar o natal. Tirar o embrulho e apreciar o presente, para não ficar contemplando a embalagem sem aproveitar o conteúdo.
E agora, seguindo a linha da imaginação, o nosso amigo ET fica até lá pelo dia três ou cinco de janeiro. Qual a impressão? Clima de ressaca!! Tudo volta ao normal. E como é o normal?
Sem o ator principal - Cristo Salvador, todos os votos, presentes e desejos de final de ano acabam frustrando tanto o emissor quanto o receptor. Em janeiro ou fevereiro a rotina volta. As prestações chegam e as vitrines estarão mais vazias. As luzes mais escassas. Então fará diferença o natal cristão, que é Boa Nova para todos os povos: Cristo nasceu. De um jeito estranhamente simples e comum. Para pessoas simples e comuns.
A linguagem de Deus é extremamente simples. Os sinais são tão humanos que para muitos é difícil acreditar que natal é tudo isso.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Privataria Tucana... firme-se na cadeira.

A grande mídia não fala... a grrrrrooooobo não noticia... a rbs não comenta... MAS...
a BOMBA estourou. O LIVRO chegou!
Chegou e esgotou suas 15 mil unidades da primeira edição em 24h.
E a grande mídia dorme...............
Enquanto não vem a segunda edição, leia isto:

Privataria tucana... resenha - Jorge Furtado

Abrs.

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