Do livro A Imitação de Cristo, de Thomas à Kempis, já citado, mais um recorte da página 18.
Diz o autor,
Diz o autor,
- "Quanto mais e melhor você sabe, tanto mais rigorosamente você será julgado, a não ser que sua vida tenha se tornado mais santa. Não seja exaltado, pois, por qualquer arte ou ciência; antes tema pelo conhecimento que lhe é dado."
Outra tendência bem humana é a de 'se achar'. Parece que nunca podemos deixar de mostrar o que sabemos e nem permitir que alguém nos supere em assuntos onde também temos algo a dizer. Ganhar a discussão é o que importa. Muitas e muitas vezes até pela mentira. Julgamos ser arrogantes os que tentam ser mais do que nós. Mas não nos damos conta que neste julgamento berra a nossa própria arrogância. Ninguém quer ser abajur e sim todos querem ser a lâmpada da sala.
- "Se você vir outra pessoa pecar abertamente, ou cometer alguma ofensa hedionda, você não deve pensar que você é melhor, pois não sabe quanto tempo conseguirá permanecer no bom conceito. Todos somos frágeis, mas você não deve considerar ninguém mais frágil do que você próprio."
A reflexão cabível é: O que eu faria se estivesse vestindo o casaco daquele a quem me apresso em julgar e condenar?? Qual a minha reação diante da situação a que o outro esteve submetido quando cometeu tal e tal coisa? Será que eu já não procedi de modo igual ou até pior em outras circunstâncias? Estas perguntas não deveriam faltar ao nos chegarem aos ouvidos os 'grandes pecados' do nosso próximo. Prestar atenção à trave antes de mirar o cisco.
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